E um ano se passou…
(21/07/2024)
Para efeitos práticos, adotamos que um ano tem 52 semanas (na verdade, os 365 dias equivalem a 52,143 semanas, ou seja, 52 mais um dia).
Sendo assim, esta crônica marca um ano desde a primeira, que se chamou “Por que crônica?”, onde eu explicava o que era este gênero literário inaugurado em nosso país por Machado de Assis.
Na época eu estava abandonando a coluna que assinava em uma revista nos últimos 20 anos, mas queria (e precisava) continuar escrevendo.
E fiz o que (me) prometi: coloquei nas crônicas mais emoção que razão, apesar das teorias relacionadas com os temas.
Comecei mandando para uma pequena lista de contatos no WhatsApp, que acabou crescendo, desdobrando-se em outras, e os textos foram sendo divulgados pelas redes sociais e virando até temas de discussão.
Eu não gosto de dizer que escrever é uma forma de terapia, poque terapia exige, necessariamente, um terapeuta, e eu tenho o maior respeito por essa atividade. Mas, escrever me ajuda no exercício do autoconhecimento. Isso sim…
Existe uma abordagem da psicologia chamada “psicanálise literária”, em que a escrita do analisado é usada como pista para o entendimento de seu inconsciente.
Eu tenho a sorte de ter leitores que são psicólogos, psicólogas e psicanalistas, e que são também meus amigos. Grandes amigos… Deles já ouvi: “você está com raiva”, “revoltado”, “melhorando”, “entusiasmado”, “feliz”…
Meus amigos que entendem da alma humana sempre tiveram razão. O último ano foi difícil. Divórcio (inesperado e cruel), mudanças (radicais), surpresas (boas e ruins), decisões (difíceis e necessárias), compuseram o cardápio das últimas 52 semanas.
Mas, quer saber… o saldo está sendo mais que positivo. Quando o precipício se abre à sua frente você ganha algo espetacular: a opção. E a minha foi a de recuar e procurar um caminho mais seguro e com paisagem mais bela.
Agradeço muito os estímulos, elogios e críticas a meus textos. Continue lendo esta crônica domingueira e mande sugestões de temas. Reverberando em meu momento, elas virarão crônicas inspiradas. Prometo.
Eu uso as crônicas como um espelho lacaniano. Espero que você, estimado leitor, querida leitora, as use para se divertir, ou para pensar. Aliás, uma coisa leva à outra.
Um ótimo domingo e uma semana maravilhosa!