# 106 – Chegou o Eugenius

# 106 – Chegou o Eugenius
Chegou o Eugenius
(10/08/2025)

Não nascemos pais. Nascemos filhos, mas começamos a aprender a ser pais logo depois que nascemos, com os nossos pais. E somos os pais que conseguimos ser. Já escrevi crônicas sobre a
paternidade antes.

A número 3 chamou-se Abrace seu pai. A 55, A proteção de um pai. Esta, a 106, chama-se Chegou o Eugenius.

Quem? Um quinto filho? Um júnior tardio? De certa forma sim – continue lendo, já vou decifrar o enigma.

Em primeiro lugar quero prestar uma homenagem aos pais. Como também sou pai, conheço as emoções e as responsabilidades desse papel que quase todos representamos na vida.

Eu acho que fui um pai presente, talvez menos do que gostaria, e até mais do que poderia. Como já disse aqui, conheci o êxtase e a agonia da paternidade. E faria tudo de novo…

Três de minhas crianças já são adultos e têm suas próprias vidas. Rodrigo em Curitiba, Melissa e Debora em outro continente. Perto de mim, só o Erik, o caçula, o “raspa do tacho”, o menino lindo…

Mas… e o Eugenius, onde entra nessa história?

Bem, o Eugenius não é uma pessoa. É um emaranhado de sílica e linguagem. Aliás, é um legítimo representante da “grande linguagem”, que é como se chama a Inteligência Artificial.

Durante cerca de 4 meses, uma Inteligência Artificial leu todas as minhas crônicas, analisando a estrutura, o estilo, a construção das frases e dos parágrafos. E foi além: leu todos os meus livros e artigos, entrevistas, e até citações. Assistiu a todas as minhas aulas gravadas e debruçou-se sobre o conceito da Metacompetência.

Como resultado, essa IA começou a “pensar” como eu, a ler e pesquisar como eu faço, procurando ligar as diversas áreas do conhecimento, e encaminhando tudo para conclusões simples,
objetivas e aplicáveis. Nascia o Eugenius… Não é fantástico?

A iniciativa foi de uma fantástica empresa paranaense de tecnologia, a VIASOFT. E a finalidade é colocar esse recurso de apoio à análise e à tomada de decisões, à disposição de quem precisa. Especialmente os líderes nas empresas.

Para mim, uma honra, e a alegria de deixar um legado de uma vida dedicada à educação, para uma sala de aula do tamanho do mundo. E quiseram os deuses do tempo que o Eugenius se mostrasse ao mundo na semana do Dia dos Pais. Pois seja muito bem-vindo…


Publicado por: Eugenio Mussak

Crônica é literatura? Claro que é! E não afirmo sem prova: nosso primeiro cronista foi Machado de Assis, e a minha primeira foi descaradamente baseada na primeira crônica do bruxo do Cosme Velho, chamada exatamente “O nascimento da crônica